Notícias Ubatuba Times | Programação especial de férias no TAMAR Ubatuba-SP
Programação especial de férias no TAMAR Ubatuba-SP
Por: Renato Montanari
sábado, 15 de julho de 2017
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No mês de julho, o Projeto TAMAR Ubatuba preparou uma programação para toda a família. As visitas guiadas transformam o que poderia ser apenas um passeio em uma verdadeira aula a céu aberto para todas as idades. Monitores conduzem os visitantes, diariamente, às 10h30 e às17h, sem precisar de agendamento prévio.

Todos os dias, às 13h, o público pode acompanhar a Hora do Gelo, momento em que as tartarugas ganham um picolé de frutos do mar na hora mais quente do dia.

Às 14h, a Sessão Petrobras de Cinema exibe filmes sobre a conservação das tartarugas marinhas.
Às 15h, as crianças podem participar de atividades recreativas e educativas no espaço infantil, como as Oficinas de Máscaras e a atividade Dança das Tartarugas.

Às 16h, é a vez da tão esperada Alimentação Interativa, momento onde o público infantil pode participar e aprender um pouco mais de perto sobre os hábitos alimentares das espécies e a ameaça da poluição dos oceanos.

Tem ainda uma exposição fotográfica que conta a história da primeira geração de tartarugas marinhas protegidas pelo Projeto TAMAR, que conta com o patrocínio da Petrobras há 35 anos.

Conheça as tartarugas albinas

Elas são uma graça, cheias de vida, de olhos vermelhos e pele branquinha. Nasceram em dezembro de 2014, em São Francisco de Itabapoana, norte do RJ. De um ninho de 118 filhotes, 8 nasceram albinos (com ausência total de pigmentação). Trazidos para cuidados no TAMAR, os filhotes cresceram e engordaram, e agora passada a fase mais frágil, já podem receber visitas.

No ciclo de vida das tartarugas marinhas, estima-se que apenas um ou dois em cada mil filhotes nascidos sobrevivam até a idade adulta. Isto acontece de forma natural, já que os pequenos filhotes de tartarugas marinhas servem de alimento para uma grande diversidade de animais (caranguejos, polvos, aves marinhas e principalmente os peixes).

No caso dos filhotes albinos esta probabilidade de sobrevivência é ainda menor, já que  o branco chama atenção dos predadores, aumentando as chances de serem comidos logo nos primeiros dias de vida. “Fora do ambiente natural, sob cuidados especiais, é possível entender um pouco mais sobre o albinismo em tartarugas e o reflexo desta característica no comportamento dos animais. Muito carismáticas, elas vão nos ajudar nas pesquisas e a trazer mais pessoas para participarem da conservação”, conta Berenice Gomes, coordenadora do TAMAR Ubatuba.